Slackware + Leve

Outubro 5, 2006 at 7:26 pm (Blogroll, Slackware)

Descrição:
Alguns passos para deixar sua máquina veinha rodando o Slackware legal.

Um ponto que nem vou comentar (e um dos pontos porque adoro Slack):
Quando for utilizar um programa qualquer, compile, não dê preferência à pacotes, eles não são otimizados para sua máquina! (salvo as devidas exceções, como os pacotes base).

Outra coisa é que é bom que você saiba usar o modo-texto, de forma básica, como usar o editor de texto, por exemplo. Se não souber usar o vim, pode rodar

$ vimtutor

Comentários, sugestões, críticas – hex617073 (at) yahoo.com.br

Passo 1: Desabilitando consoles virtuais

Os consoles virtuais são um ótimo recurso quando desejamos fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas se tornam “inúteis” quando logamos direto na interface gráfica, ou mesmo quando não temos um computador muito potente que pode executar várias tarefas ao mesmo tempo.
Para desabilitar os consoles virtuais, você vai ter que editar o arquivo /etc/inittab:

# vi /etc/inittab

Agora localize uma série de linhas com o seguinte texto:

c2:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty1 linux

Elas vão de 1 até 6 correto? O que você vai fazer é ir colocando # na frente dessas linhas, comentá-las:

#c2:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty1 linux

Simples, né? coloque os “#” do 2 até o 6, ou do 3 ao 6, se você quiser ter pelo menos um console virtual (1/2)

Passo 2: Desabilitando serviços desnecessários

Bom, agora que já se foram os consoles, vamos aos serviços, outros devoradores de memória. O primeiro passo é a forma convencional, utilizando o pkgtool do Slack:

# pkgtool

Vá no menu [Setup], selecione [services] (com a barra de espaço ele marca o X) e dê um OK. Vai aparecer um menu com os serviços disponíveis no seu Slack, de acordo com os pacotes que você instalou, e é só ir desmarcando os que você não quer utilizar.

rc.cups => servidor de impressão (pode ser necessário)
rc.ip_forward => compartilhamento de conexão
rc.mysqld => servidor de BDs, poucos necessitam (vc usa SQL?)
rc.portmap => serviço para trabalhar com NFS (se sua rede não usa NFS, detona)
rc.syslog => o sistema de logs da sua máquina, você pode sobreviver sem ele, mas no caso de um eventual problema, o diagnóstico é bem mais complicado
rc.sshd => se você quer acessar seu micro remotamente (via SSH)

Existem muitos serviços como apache, inet, imapd, etc, que vai da sua interpretação desabilitar ou não (é claro que você leu a documentação antes de instalar, eu nunca duvidaria disso!), não vou entrar em detalhes aqui.

A segunda maneira (e a mais legal) é ir direto ao diretório /etc/rc.d e dar/retirar permissão de execução dos arquivos, ou mesmo editá-los (a única maneira pra alguns serviços)

# cd /etc/rc.d
# chmod -x rc.mysqld

Desta forma, estou retirando (-) a permissão de execução (x) do arquivo rc.mysqld, e o mesmo só poderá ser executado se você chamá-lo diretamente pelo shell:

# sh /etc/rc.d/rc.mysqld

Se você quiser ter certeza que ele está com as permissões corretas, altere para 644. (rw-r–r–, que quer dizer que o dono pode ler e escrever, membros do grupo e outros podem apenas ler)

# chmod 644 rc.mysqld

Bom agora editando os arquivos. O primeiro que eu sugiro dar uma olhada é o rc.M, que chama os rc.* quando você está entrando no modo multi-usuário:

# vi rc.M

Agora localize a parte do arquivo que chama o cron (dentro do vi você digita “/” seguido pela palavra que você quer procurar):

/cron

Aí você achou a parte que chama o cron, simplesmente comente essas linhas:

#if [ -x /usr/sbin/crond ]; then
# /usr/sbin/crond -l10 >>/var/log/cron 2>&1
#fi

Pronto, tchau cron! Você pode dar uma olhada nesse arquivo e ver que você pode desabilitar todos aqueles outros serviços anteriormente comentados diretamente por ele, ninguém precisa de ferramentas visuais!

Dois outros serviços que aumentam muito a demora no boot do sistema são o ldconfig e o fc-cache. Pode desabilitá-los tranqüilamente, da mesma forma que foi feito com cron, só lembre de rodar ldconfig sempre que instalar um programa novo, e fc-cache sempre que adicionar uma nova fonte ao sistema.

Passo 3: Diga adeus ao Tux!

Não, você não vai formatar sua máquina e instalar outro SO, simplesmente vai desabilitar o framebuffer, o que ocasiona que você não vai mais ter aquele simpático pinguim no topo da tela quando der o boot.

Esse é o passo mais simples, com duas formas:

1. Execute o liloconfig, e selecione “standard” quando ele perguntar sobre Framebuffer, simples!
2. Edite o arquivo /etc/lilo.conf e na seção onde está vga = nnn, você coloca vga = normal, também muito simples! com a diferença que após editar seu arquivo você deve executar o comando ‘/sbin/lilo’ no prompt para gravar as alterações…

DICA: Se você não gosta das letras “grandes”, vc pode colocar , assim ele te pergunta quantas linhas/colunas você quer ter no seu console, mas cuidado, isso pode ser muito chato se seu monitor for de 14′ e você escolher um modo zuado!

Passo 4: Recompilando seu kernel com o básico

Muito se diz sobre compilação do kernel, então eu não vou falar muito, já que já existem vários ótimos textos sobre isso, procura no gooooogle. O que vou colocar aqui são simplesmente algumas coisas que eu retiro do kernel padrão do Slackware por não ver utilidade na MINHA máquina, como é uma máquina comum, acredito que a maioria também não vá precisar…

Processor type and features
- Não uso “Machine Check Exception”, “Microcode”, mas não deixo de adicionar “MTRR”

General setup
- “PCI support” pode ser direct, hoje em dia não se utiliza muito disposistivos ISA, você pode querer desabilitar
- “PCI device name database” é inutil, está sendo substituído pelo pciutils
- “Support for hot-pluggable devices” só é interessante se você tiver um notebook ou utilizar hotplug (eu odeio!)
- Lembre-se de deixar apenas ELF como built-in, a.out e MISC podem ser módulos

Plug and Play configuration
- Se você usa isapnp pode ser interessante, mas na maioria dos casos, não é essencial

Block devices
- Se você não usa muito o disquete, pode deixá-lo como módulo
- Não esqueça de adicionar o módulo “Loopback device support”, tem muitas coisas que você pode fazer com isso (como montar uma imagem .isso em um diretório qualquer)

Networking options
- Se você é uma pessoa normal, vai deixar apenas “Packet socket”, “Unix domain sockets” e “TCP/IP networking”, o resto é específico de caso pra caso (deixe esses três como built-in)

SCSI support
- Se não tiver nenhum dispositivo SCSI, desabilite! (chaveiros USB são dispositivos SCSI, gravadores de CD no kernel 2.4 também são, então cuidado)

Character devices
- Se você não utiliza suas portas seriais (modens de internet discada usam), pode colocar “Standard/generic (8250/16550 and compatible UARTs) serial support” como módulo
- Em “Maximum number of Unix98 PTYs in use (0-2048)”, coloque 128, é mais do que suficiente

File Systems
- Ext2 vem sempre built-in por padrão, mas se você usa ReiserFS, por exemplo, pode colocar como módulo tranqüilamente
- Em “Network File Systems”, NFS também sempre vem built-in, você pode deixar como módulo tranquilamente, ou desabilitar se você não usa (compartilhamento de arquivos entre *nix)

Console Drivers
- Aqui é importante colocar APENAS “VGA text console”, o resto é para habilitar framebuffer

Bom acho que é isso, não coloquei uma série de partes porque são auto-explicativas, como Sound, USB, etc, LEMBRE-SE DE COLOCAR NO SEU KERNEL APENAS O QUE VOCÊ VAI UTILIZAR!!! antes de habilitar/desabilitar uma opção, lembre-se SEMPRE de ler o conteúdo do HELP, ajuda a não fazer bost[A-a].

:wq

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